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BOLETIM ELETRÔNICO
 

Boletim: 650
Data: 30/07/2010


Lançamento de rádio e TV web da CUT e campanha por jornalismo ficha limpa são destaques no debate Comunicação e Eleições 2010

As discussões sobre estratégias de comunicação e os caminhos para furar o bloqueio da imprensa marcaram o segundo dia do encontro da Direção Nacional da Central Única dos Trabalhadores, nesta quinta-feira (29), na região central de São Paulo.

Secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício, coordenou a mesa e lembrou aos presentes no plenário que os sindicatos não podem mais falar excluvisamente para si próprios. “Nossos inimigos são muito mais ousados e possuem maior capacidade para desinformar ou encaminhar ações que acabam dificultando o processo de comunicação. Precisamos encontrar outras formas de dialogar com a sociedade e, especialmente, com os trabalhadores.”

A seguir, o jornalista e professor da (USP) Universidade de São Paulo, Bernardo Kucinski, traçou um panorama da estrutura de comunicação que o movimento sindical encontra neste período de eleições e quais ações os trabalhadores podem adotar para dialogar com a sociedade sobre suas propostas

:: Jornalismo decente
Para ele, diante do bloco bloco homogêneo formado pela grande mídia, que defende conceitos presentes no neoliberalismo como a eliminação de todos os obstáculos para a movimentação financeira, é preciso veicular uma campanha pelo “jornalismo ficha limpa” durante as eleições 2010. “Minha proposta é que alguns jornalistas, conhecidos pela qualidade, respeito aos leitores e pela integridade, subscrevam um manifesto contendo alguns compromissos como o respeito à verdade dos fatos e o tratamento equânime”, disse.

Kucinski defende ainda a criação de uma rede de observatórios da imprensa, que integre aqueles já existentes no Brasil – inclusive aquele mantido pela CUT, e a publicação de uma portaria do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) lembrando aos meios de comunicação de massa que são outorga do Estado e estão obrigados estatutariamente à neutralidade e isenção política.

Ele prevê que os canais comerciais irão buscar mecanismos para aprofundar o apoio ao candidato José Serra como forma de compensar a diferença de tempo favorável à candidata Dilma Rousseff no horário político obrigatório. Assim, defende, “a mídia de maior potencial de ganha é a internet, que independe do capital financeiro e dos grandes meios de comunicação”.

:: Avaliação dos congressistas
De acordo com o professor, os movimentos sociais devem forçar a entrada dos temas sociais na agenda dos candidatos e da mídia, recorrendo a atos políticos ou ações que forcem os jornais a reportá-los. É preciso também demonstrar o caráter antisocial e antinacional dos governos do PSDB. “Em São Paulo, por exemplo, os desastres causados pelo apressamento de obras da Linha 4 do Metrô, os escândalos do Detran, da polícia militar e do DEM, em Brasília, serão escondidos pela grande mídia”, aposta.

Outras sugestões foram o convite aos candidatos para um debate no ambiente sindical onde ficariam claras as diferentes concepções em relação aos temas que interessam os trabalhadores, e a elaboração, por meio do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), de uma avaliação dos congressistas que agoram concorrem a reeleição ou a outros cargos públicos.

:: Justiça x Democracia
O advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh acredita que há uma dicotomia no país. “Nunca houve tanta liberdade no Brasil, porém, nunca observamos todos os espaços de discussão nas mãos da mídia conservadora”, criticou.

Ele aproveitou ainda para critica o papel que o legislativo desempenha e tem acirrado no período de campanha. “A legislação vigente está procurando criminalizar os movimentos sociais e o processo eleitoral. Os debates na Justiça Eleitoral não consagram a democracia”, afirmou.

:: Plano nacional de comunicação da CUT
Como forma de romper o bloqueio da grande mídia, a secretária nacional de comunicação da CUT, Rosane Bertotti, e o secretário de comunicação da CUT/SP, Daniel Reis, apontaram as ações que a CUT desenvolve e os projetos que pretende implementar.

Rosane ressaltou que a estratégia para dialogar com a sociedade deve ser permanente e destacou dois pontos importantes presentes em uma pesquisa encomendada pela central. “Enquanto, por um lado, sempre que se fala em central sindical o primeiro nome que aparece é a CUT, por outro, ainda há grande desconhecimento sobre o papel que desenvolvemos.”

Para superar esse ponto negativo, a dirigente apresentou o Plano Nacional de Comunicação, focado na democratização da informação e na construção do diálogo com os trabalhadores.

O programa baseado em ações estratégicas a partir da Internet e que integrará internet, rádio, TV e redes sociais, porém, depende da colaboração de todos os cutistas. “A comunicação deve estar ligada a uma ação política para se ramificar e multiplicar nos movimentos sociais. Sem um trabalho articulado da rede CUT, com participação das CUTs estaduais e dos ramos, não será possível garantir a visão plural e diversificada que desejamos”, disse, antes de divulgar o vídeo com os projetos do novo site, rádio e TV Web da Central que estarão no ar já em agosto.

:: Ampliar a rede
Daniel Reis lembrou da iniciativa da Rede Brasil Atual, que inclui a Revista do Brasil, o programa de rádio Jornal Brasil Atual (98,9 FM) e a página www.redebrasilatual.com.br .Também destacou o lançamento da TVT, uma emissora com programação produzida e voltada aos trabalhadores que entra no ar no dia 13 de agosto.

Contudo, da mesma forma que Rosane, Daniel afirmou a necessidade da estrutura cutistas estar integrada ao processo. “Temos a necessidade clara e óbvia de ampliar a rede e isso depende tanto da informação gerada pelos estados, quanto pela divulgação de nosso trabalho”, apontou.

Sindicato dos Bancários de Londrina e Região completou 53 anos

O Sindicato dos Bancários de Londrina e Região completou 53 anos de fundação na última segunda-feira. Criado a partir da iniciativa de um grupo de bancários no dia 26 de julho de 1957, a princípio como uma Associação Recreativa, em pouco tempo, devido às demandas da categoria em torno de problemas com a jornada de trabalho, condições de trabalho, remuneração e outras, sentiu-se à necessidade de transformá-la em uma entidade representativa de classe.

Atuando como Sindicato, passou a mobilizar os bancários da base territorial para integrarem as campanhas da categoria por melhores salários e outras desenvolvidas nacionalmente desde sua criação. O presidente do Sindicato, Wanderley Crivellari, recorda que durante a ditadura militar, na década de 1960, veio a intervenção, desviando os rumos da luta, no entanto, em 1985 um novo grupo de bancários retornou à administração entidade, iniciando a fase das gestões cutistas, que até hoje vêm comandando o Sindicato.

“Hoje, somos uma entidade sólida, inserida nas lutas da Classe Trabalhadora e de outros setores da sociedade, defendendo os mesmos princípios que levaram à criação do Sindicato”, ressalta Wanderley, lembrando que a Campanha Nacional Unificada 2010 já está em andamento para marcar mais uma página na história da entidade.




Projeto Mutirão de Formação 2010 chega à reta final

No final de semana ocorreu o encerramento das turmas de Toledo e Ponta Grossa do Projeto Mutirão de Formação de Dirigentes. Esta foi a terceira e última do curso.

As próximas turmas a serem concluídas são as de Maringá [31/07 e 01/08], Guarapuava [31/07 e 01/08] e Londrina [07 e 08/08]. Em breve serão abertas mais duas turmas do curso, uma na Regional Sudoeste (em Francisco Beltrão) e outra no litoral (Paranágua).

O Mutirão 2010 faz parte do curso de Organização e Representação Sindical de Base [ORSB], uma das prioridades estratégicas do Plano Nacional de Formação de Dirigentes da CUT. Também é um dos instrumentos idealizados para cumprir com o objetivo de fortalecer o Projeto Sindical, bem como ampliar a representação sindical da Central nos locais de trabalho.



PLEBISCITO POPULAR

A CUT é uma das 54 organizações que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo. Nos dias 01 a 07 de setembro as organizações do Fórum realizarão junto à sociedade um Plebiscito Popular para decidir se o Brasil deve incorporar na sua Constituição um novo inciso no artigo 186 (que trata da função social da terra) para limitar o tamanho máximo da propriedade em 35 módulos fiscais.

O Plebiscito é parte da Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra. As organizações do Fórum compreendem que limitar a propriedade da terra é uma medida que assegura a justiça social e ambiental no país e, portanto, abrem este debate à sociedade brasileira para que ela opine e participe.

Segundo os dados do Censo do IBGE (2006), os 5.175 milhões de estabelecimentos existentes no Brasil com uma área total de 329,9 milhões de hectares, acham-se assim distribuídos: 1%, correspondente a 46.991 mil estabelecimentos com mais de 1000 hectares, detém 146,5 milhões de hectares, ou 44% da área total, enquanto os 99% restantes, perfazendo 5,128 milhões de estabelecimentos, ocupam apenas 183,3 milhões de hectares, ou 66 % de toda essa área.

Os grandes proprietários de terras atentam contra o meio ambiente, reduzem drasticamente as já precárias condições de vida das comunidades tradicionais, não cumprem a função social da terra, além de comprometer qualquer desenvolvimento em bases sustentáveis.

Diante da importância desta agenda para a classe trabalhadora brasileira, a CUT convoca suas estaduais (as que ainda não o fizeram) a agendarem Plenárias para discussão e aprofundamento sobre o tema e socializarem informações com as demais organizações presentes na Campanha.

Alertamos para outras importantes datas:

12 de agosto: Dia Nacional de Mobilização – Essa data foi definida na II Plenária Nacional do Fórum realizada nos dias 15 a 17 de julho, em Brasília. Foi escolhida devido aos 27 anos do assassinato da líder rural companheira Margarida Maria Alves, símbolo de luta e resistência.

Para este dia estão sendo propostos atos simbólicos nas praças, assembléias, câmaras, vigílias, diálogos com a população para discutir a importância de limitar a propriedade da terra contextualizando a luta no campo brasileiro.

30 de agosto: Panfletagem – Neste dia deverá haver distribuição de panfletos e materiais diversos sobre a campanha nos estabelecimentos, estações e demais pontos de grande movimentação da população.

01 a 07 de setembro: Plebiscito pelo Limite de Propriedade da Terra.

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Debate ao governo do Paraná retoma discussão sobre privatização do BANESTADO e questiona política de alianças
   
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INDIGNÔMETRO

Qual bandeira de luta deve ser a prioridade dos trabalhadores em 2010?
A vitória do projeto popular nas eleições
Aprovação da PEC da redução da jornada de trabalho
Ratificação da Convenção 158 da OIT
Ratificação da Convenção 151 da OIT
Total de votos: 284
Resultados
CUTPR 2008
R: João Manoel, 444 - Cep: 80510-250 - São Francisco - Curitiba/PR
Telefone (41) 3232-4649 - Fax (41) 3324-5106 - E-mail: cutpr@cutpr.org.br

Presidente: Regina Cruz
Secretária Geral: Marisa Stedile
Secretário de Comunicação: Miguel A.A. Baez
Jornalista Responsável: Davi Macedo - Reg. Profissional MTb 5462 PR