Muitos servidores são vítimas de processos de avaliações injustos. Gabriel Pinto Dias foi um deles. Ou quase. Ele foi avaliado de forma insatisfatória e ia ser demitido do cargo de educador. No entanto, ao procurar o sindicato, Gabriel conseguiu que seu processo fosse revisto e seu cargo mantido. Afinal, a prefeitura deve respeitar o processo legal e as regras de avaliação.
Gabriel Pinto Dias, que trabalha no Abrigo do Adolescente – Sede II, conta que foi avaliado por servidor que exercia cargo de chefia há apenas dois meses. “O cara tinha dois meses de trabalho e avaliou um ano inteiro de trabalho?”, questiona Gabriel. O resultado desta avaliação o considerou, portanto, NA (Não Atende ao Esparado) no quesito presença. Tal julgamento provocaria na sua demissão. Mas Gabriel desconfiou. “Existem pessoas que acham que a gente é ignorante”, conta o estudante de Sociologia. Ele se filiou ao sindicato e pediu pra que fosse recorrida da decisão. O advogado Marcelo Veneri entrou com ação em que apontou irregularidades no processo. “A gente quer que a prefeitura não persiga o servidor, não tenha arbitrariedade legal e seja apenas imparcial”, destaca o advogado. O resultado do processo mostrou que Marcelo Veneri estava certo. O servidor teve sua avaliação alterada para AP (Atende Parcialmente), no quesito freqüência, e a prefeitura foi obrigada a respeitar os 15 minutos de tolerância para o ponto previstos em lei e que também eram utilizados contra Gabriel.
Mesmo assim, o advogado do Sinsep, Marcelo Veneri, alerta que a prefeitura, nos casos de avaliação por estágio probatório, “sequer tem colocado a cópia do processo a disposição do servidor e ninguém sabe como são feitas às avaliações, nem que é possível recorrer das mesmas”. O aviso está dado. O servidor deve sempre procurar o sindicato para evitar assédio moral e injustiças. Gabriel Pinto Silva procurou e venceu.
12ª Conferência Nacional: bancários elegem como eixos centrais aumento real, fim do assédio moral e das metas abusivas
A Campanha Nacional dos Bancários de 2010 terá como pontos centrais da pauta de reivindicações a preservação e ampliação do emprego, o fim das metas abusivas e do assédio moral, mais saúde e melhores condições de trabalho e de segurança, PLR maior, valorização dos pisos salariais e reajuste salarial de 11%. Essa foi a decisão da 12ª Conferência Nacional dos Bancários, concluída neste domingo, 25 de julho, no Rio de Janeiro, ao final de três dias de intensas discussões.
Participaram da conferência 628 delegados de 25 Estados mais o Distrito Federal, eleitos nas conferências regionais, dos quais 433 homens e 195 mulheres, além de 40 observadores. A conferência é o coroamento de processo de discussão com a categoria, que incluiu consultas aos bancários por parte dos sindicatos, assembléias nas bases, encontros estaduais e conferências regionais.
"Fizemos um amplo debate democrático que envolveu milhares de bancários em todo o país. A mensagem que o bancário nos deu é que a Campanha Nacional deste ano tem de envolver tanto a remuneração quanto as questões sociais que ele enfrenta no dia-a-dia dentro do banco", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "O bancário quer uma remuneração justa e digna, mas também a preservação do emprego. Ele quer mais saúde e segurança nas agências, o fim das metas abusivas e do assédio moral. Ele quer uma perspectiva de carreira, um plano de cargos e salários e uma previdência complementar que garanta sua segurança na aposentadoria."
Para o presidente da Contraf-CUT, a campanha agora entra na etapa de mobilização da categoria para pressionar os banqueiros na mesa de negociação. "O bancário sabe que todas as nossas conquistas foram alcançadas com unidade dos trabalhadores e muita luta. E como nos anos anteriores, temos certeza que os bancários vão desencadear uma forte mobilização para avançarmos nas conquistas", aposta Carlos Cordeiro.
Veja abaixo as principais resoluções da 12ª Conferência Nacional dos Bancários:
:: Emprego
- Mais contratações
- Ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, garantindo igualdade de oportunidades
- Garantia de emprego
- Qualificação e requalificação profissional
:: Remuneração e Previdência
- Reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real).
- Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário
- Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88).
- Elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item
- Previdência Complementar para todos os bancários
- Sistema Financeiro
- Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal
- Regulamentação da remuneração dos executivos
- Democratização e ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN)
- Regulamentação do papel social dos bancos
- Fim dos correspondentes bancários
:: Saúde do Trabalhador
- Fim das metas abusivas
- Combate ao assédio moral
- Proteção contra os riscos de acidente de trabalho ou doença ocupacional
- Programa de Reabilitação Profissional
- Prevenção de adoecimento e promoção da saúde da mulher
- Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa
:: Segurança Bancária
- Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros ou extorsões
- Ampliação dos equipamento de prevenção
- Adicional de risco de vida de 30% para agências, postos e tesouraria
- Proibição de transporte de valores e guarda das chaves pelos bancários
- Estabilidade provisória para vitimas de assaltos, sequestros e extorsões
:: Eleições 2010
Os delegados presentes à 12ª Conferência Nacional dos Bancários também discutiram a eleição deste ano para a Presidência da República. A avaliação que prevaleceu é de que existem dois projetos distintos em disputa. Um deles, representado pela candidatura Serra, significa uma volta ao passado, com políticas sociais e econômicas contrárias aos interesses dos trabalhadores e novas privatizações. O outro projeto, puxado pela candidatura Dilma, representa a continuidade das políticas de desenvolvimento econômico com inclusão social, geração de empregos e respeito aos trabalhadores - iniciadas pelo governo Lula. Em razão disso, o plenário aprovou o apoio à candidatura Dilma Roussef. "Nós temos um lado nessa disputa, que é o lado do povo, por um Brasil mais justo e melhor. E por isso estamos com Dilma", conclui o presidente da Contraf-CUT.
Trabalhadores da saúde querem a renovação no SindSaúde Paraná
Está comprovado! Os servidores estaduais da saúde querem a renovação da diretoria do SindSaúde/PR [Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná]. Pesquisa encomendada pela Central Única dos Trabalhadores ao Instituto DataCenso revelou que 62,4% da categoria considera importante a renovação da atual direção do Sindicato por avaliar que a mudança sempre traz novas ideias e força o engajemento em novas lutas.
Outro dado revelador do levantamento aponta que 65% dos servidores consideram importante o apoio / parceria da CUT para o SindSaúde/PR. A pesquisa também retratou que o grau do desempenho da atuação da CUT junto à categoria é de 53%.
A conclusão que se obtém por meio desta amostragem é que a desfiliação do SindSaúde/PR da Central não foi uma vontade da categoria, mas sim uma decisão da atual coordenação do Sindicato, que aprovou tal deliberação em uma assembleia conturbada, com inexpressiva participação da categoria, composta por cerca de sete mil servidores da saúde.
A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 13 de julho e ouviu, de forma aleatória simples, duzentos trabalhadores da saúde pública do Paraná sindicalizados das cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu. A margem de erro é de 7% e o grau de confiança ficou em 95%.
A CUT agradece a todos os servidores que responderam à pesquisa e mostraram que outro SindSaúde/PR é possível e necessário.
Centrais do Paraná declaram apoio à coligação A união faz um novo amanhã
As centrais CUT, CTB, CGTB, Força Sindical e UGT realizaram uma série de reuniões ao longo deste mês de julho para debater o apoio do movimento sindical paranaense nas eleições 2010.
Por acreditarem que o Brasil está no caminho certo, as centrais sindicais que atuam no estado decidiram unir forças e declarar o apoio à coligação “A união faz um novo amanhã”, que congrega o PT, PMDB, PCdoB, PDT, PSC e PR. Isso significa que o movimento paranaense está com Dilma Rousseff [PT] para presidente, Osmar Dias governador [PDT], e Gleisi Hoffmann [PT] e Roberto Requião [PMDB] para as duas vagas ao Senado.
A presidenta estadual da CUT, Regina Cruz, afirma que a opção se deu pelo compromisso desses candidatos com as causas imediatas e históricas da classe trabalhadora. “Apoiamos esta chapa porque entendemos que é a mais compromissada com os interesses dos trabalhadores. Sabemos dos avanços conquistados em nosso país e estado nos últimos anos e queremos continuar no caminho certo. Com esta decisão, o movimento sindical paranaense fortalece a luta contra o retorno do projeto político neoliberal, de entreguismo do estado ao capital, rechaçado pelo povo nos últimos processos eleitorais. Temos o compromisso desta chapa de que nenhuma empresa estatal paranaense será privatizada”, enfatizou.
Inauguração de Comitê reúne mil trabalhadores
Foi inaugurado na noite de ontem [19], em Curitiba, o Comitê da Classe Trabalhadora, que ficará sob o comando das centrais sindicais CUT, CTB, CGTB, Força Sindical e UGT e vai trabalhar em prol da coligação “A união faz um novo amanhã” - PT, PMDB, PCdoB, PDT, PSC e PR.
A solenidade contou com a presença do ministro do trabalho, Carlos Lupi, dos candidatos Osmar Dias - PDT [governador], Gleisi Hoffman - PT e Roberto Requião -PMDB [senadores], além de lideranças sindicais e aproximadamente mil trabalhadores e trabalhadoras.
Durante o evento, a presidenta estadual da CUT, Regina Cruz, entregou uma Carta Compromisso aos candidatos. O documento contém os principais anseios da classe trabalhadora paranaense para os próximos mandatos políticos. “É do entendimento geral dos trabalhadores que a sua atuação não deverá se resumir em ações para a eleição dos candidatos, mas na participação efetiva das políticas de governo”, diz trecho da Carta.
O documento traz reivindicações para a valorização do trabalho e do trabalhador, geração de trabalho e renda, melhoria do serviço público e respeito aos servidores, e também para o combate ao trabalho precário. Assinaram a Carta Compromisso os candidatos Osmar Dias, Gleisi Hoffmann e Roberto Requião.