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Vizinhos solidários fortalecem resistência no acampamento Lula Livre

12/04/2018

Os acampados têm rotinas difíceis e lutam todos os dias em defesa de Lula. O apoio e a solidariedade de vizinhos, como D. Rosa, ajuda a manter a resistência. Confira no vídeo o depoimento da curitiba

Escrito por: Érica Aragão

Viver o dia a dia no acampamento Lula Livre, nas proximidades da sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, não é nada fácil. É preciso disposição de luta, coragem, força e resistência. A solidariedade dos vizinhos e apoiadores que passam pelo local ajuda os trabalhadores e trabalhadoras que ficarão no local até Lula ser libertado a ter esperança de uma convivência democrática e mais humana neste país pós-golpe onde o que mais de vê é intolerância e ódio.

Na manhã desta quinta-feira (12), como acontece todos os dias, os acampados foram buscar água para cozinhar e lavar louças; outros, foram procurar pontos de energia para carregar seus aparelhos celulares. E muitos vizinhos abriram suas portas para abastecer os acampados com água e deixar que carreguem seus telefones.

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"O pessoal que está acampando aqui, geralmente, mora longe, deixou a família, o conforto de suas casas e está aqui na luta por algo muito maior”, disse um morador que não quis se identificar, possivelmente com receio de  represálias de vizinhos que são contra a defesa do ex-presidente Lula.

“A gente está ajudando doando água, disponibilizando energia, mas também batemos bons papos".

O morador, que se sensibilizou com a garra e a força do povo que só sairá do acampamento quando Lula sair da prisão política, a qual foi condenado por um crime que não cometeu, disse ainda que entende as necessidades dos acampados, que precisam falar com seus familiares.

"Eles precisam se conectar com a família, enviar notícias e ter informação dos filhos que, por algum motivo, não pode estar aqui. Tem famílias com crianças que precisam tomar banho e a gente está cedendo nossa casa e dando uma força para o pessoal, independentemente da opinião de cada um”, destacou o vizinho que recebeu o nome de ‘solidário’, dos homens e das mulheres que moram próximo ao acampamento e também estão ajudando os acampados.

A trabalhadora Rosemara dos Santos, mais conhecida como Mara, chegou na casa do vizinho solidário com cabos e celulares para carregar, logo pela manhã. Na ponta da língua, ela disparou a falar e disse porquê ela e os companheiros e companheiras estão dormindo nas ruas para defender o ex-presidente Lula.

"A gente está aqui sofrendo bastante, dormindo no frio, dependendo de outras pessoas para tomar banho porque defender Lula é defender a democracia e nossos direitos. O presidente foi o único que se preocupou com os pequenos agricultores, porque sabe que 70% dos alimentos que chegam à mesa do povo brasileiro depende do trabalho de quem vive no campo", destacou Mara, trabalhadora rural que mora em Londrina.

“Lula é inocente e viemos aqui para tirar o ex-presidente desta prisão injusta”.

Dona Rosa, moradora de Santa Cândida, onde fica o acampamento Lula livre, também abriu as portas da casa para que as mulheres e crianças possam tomar banho e até aceitou gravar um vídeo para a reportagem do Portal CUT dando o seu depoimento.

Segundo D. Rosa, "a manifestação está muito bem organizada, que os acampados não atrapalham em nada nosso convívio, e a gente sabe que eles estão aqui lutando por nós brasileiros que estamos dentro de nossas casas", disse a moradora desmentindo as informações que estão saindo na grande imprensa de que o povo acampado está atrapalhando quem mora próximo à sede da Polícia Federal.

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