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Mulheres fazem o enfrentamento: “Basta de sermos violentadas”

04/12/2017

16 dias de ativismo é uma mobilização mundial que protesta contra a violência de gênero

Escrito por: Camila Cecchin / SEEB Curitiba

Na manhã desta sexta-feira, 01 de dezembro, bancárias de Curitiba protestaram na Boca Maldita contra a violência sofrida pela mulher e entregaram para a população uma cartilha com informações sobre as diferentes formas de violência e também de prevenção. Apesar de, infelizmente, a violência ser praticamente uma rotina no Brasil, as mulheres resistem e acreditam que informar é a melhor maneira de evitar e eliminar a violência.

Vandira Martins, secretária da mulher, Fetec-PR, alerta que esse é um assunto que ainda precisa ser debatido, pois os dados de feminicídio e violência física são alarmantes e destaca ainda que os opressores são, em sua maioria, pessoas próximas das vítimas.

“ Uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência, seja ela física, sexual ou até mesmo psicológica . Metade dos registros são cometidos por familiares. Pode acontecer com sua colega de trabalho, sua vizinha...ou você. A sociedade não pode mais ficar calada, temos que cuidar umas das outras e não deixar nenhuma para trás”, afirma Vandira Martins.

A luta das mulheres é por uma sociedade mais justa e igualitária e tem se intensificado à medida que mais pessoas se conscientizam, se solidarizam e param de naturalizar comportamentos opressores nas mais diferentes instituições, seja no trabalho, na igreja ou em casa.

“Desde muito pequenas sofremos pelo fato de sermos simplesmente mulher, tão logo tomamos consciência disso precisamos achar meios de nos defender. Por isso, a sororidade, essa união entre as próprias mulheres é tão importante ” completa a dirigente.

Durante o ato, realizado pela Fetec-Pr e pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, muitas mulheres que passavam pelo calçadão denunciaram abusos sofridos e pediram orientação, por isso o Sindicato lembra que o telefone da Central de Atendimento à Mulher é o 180. Além disso, as mulheres podem contar com o apoio da Casa da Mulher Brasileira, um espaço para atendimento para todas aquelas que se encontram em situação de violência.

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